segunda-feira, janeiro 13, 2014

As Consequências nos rios das barragens em série

Traduzido de: USGS Videos and Animations . The Connected Consequences of River Dams. Acesso em: 10.01.2014.

Em um estudo de caso de barragens no alto Rio Missouri superior, pesquisadores do USGS têm demonstrado que uma barragem a montante ainda tem um grande controle sobre a dinâmica do rio, onde os efeitos de remanso de um reservatório a jusante começam. À luz desta descoberta, o entendimento convencional de como uma barragem pode influenciar um rio pode ter que ser revista, considerando agora fato de que os efeitos das barragens podem interagir uns com os outros.

"Nós já sabíamos há muito tempo que as barragens têm efeitos dramáticos sobre a forma e a função do rio", disse Jerad Bales, USGS Diretor Associado para Água. "No passado, no entanto, os efeitos das barragens geralmente eram estudados individualmente, com relativamente pouca atenção à forma como os efeitos podem interagir ao longo de um corredor do rio."

Uma das maiores modificações dos rios pelos seres humanos tem sido a construção de barragens, que fornecem serviços valiosos, tais como a irrigação, a energia hidrelétrica, a navegação, a proteção contra cheias e as oportunidades de lazer. Centenas de milhares de barragens foram construídas em todo o mundo, em sua maior parte no século 20 .

Dammed_river_diagram

Figura 1.  Modelos conceitual de como duas barragens em seqüencia podem interagir.

O diagrama correlaciona as zonas fluviais criadas por grandes barragens (mostrado à esquerda) com as características morfológicas (descritos à direita) que cada zona influencia.

Os efeitos a jusante das barragens têm sido bem documentados por investigadores anteriores. Na presença de uma represa, muitas vezes podem levar a centenas de quilômetros de um rio, para se ajustar ao seu estado natural. Os impactos a montante das barragens também têm sido amplamente considerados, principalmente a sedimentação dos reservatórios. Estes efeitos podem se estender por muitos quilômetros rio acima.

"Além de documentar mudanças dramáticas para uma seção do rio Missouri, durante as enchentes de 2011, a contribuição única deste importante estudo é o desenvolvimento de um modelo conceitual que estabelece um quadro para futuros estudos de muitos rios afetados por barragens em série."

Trabalhando com fotografias aéreas antigas, postos de monitoramento hidrográficos (stream gauge) e levantamentos de seções transversais em uma análise cuidadosa nas represas de Garrison (N.D.) e Oahe (S.D.) no rio Missouri, os pesquisadores do USGS propuseram um modelo conceitual de como barragens interagentes podem afetar as características físicas de um rio (geomorfologia). Este modelo aplica-se a barragens de grandes rios e divide o rio em várias zonas do comportamento previsível (Figura 1) .

Brant_Broughton_Gauging_Station_-_geograph.org.uk_-_166904

Acima: Estação de Levantamento Hidrológico (stream gauge) de Brant Broughton, em River Brant, Lincolnshire, Inglaterra. From Wikipedia, the free encyclopedia

Os pesquisadores também realizaram uma análise geográfica de 66 barragens ao longo dos principais rios contíguos (listados numa referência profissional padrão) dos Estados Unidos, para determinar a freqüência de ocorrência de barragens em série. Dos rios analisados, 404 barragens foram localizadas na haste principal de 56 dos rios. Cinqüenta desses rios tinha mais de uma represa no rio, totalizando 373 possíveis barragens interagindo em seqüencia.

Os resultados deste trabalho indicam que mais de 80% dos grandes rios podem ter interações entre as suas barragens. Dada esta ocorrência generalizada, os pesquisadores do USGS sugerem que a interação entre represas é predominante e deve ser o foco de investigação adicional. O estudo foi publicado na revista Anthropocene (Oct. 2013). 

Leia mais:

Fonte: The Connected Consequences of River Dams
OC_Web@usgs.gov (Office of Communications and Publishing)
Thu, 09 Jan 2014 17:51:36 GMT

quinta-feira, outubro 24, 2013

Resolução CONFEA nº 1.048, de 14 de Agosto de 2013

A Resolução CONFEA nº 1.048, de 14 de Agosto de 2013 visa “consolidar as áreas de atuação, as atribuições e as atividades profissionais relacionadas nas Leis, nos Decretos-Leis e nos Decretos que regulamentam as profissões de nível superior do Sistema CONFEA/CREA.” Ela vem substituir a Resolução nº 1.010, de 22 de agosto de 2005, “que buscou tal equacionamento através de uma proposta de definir matrizes entre conteúdos curriculares e atribuições profissionais, dentre outras determinações atinentes ao tema.” (CREA-PR propõe mudanças nas Resoluções do CONFEA que regem as atribuições profissionais).

Como fica a nova Resolução para os profissionais de Geografia – Geógrafos? Seguiu o disposto no Artigo 3° da LEI Nº 6.664, DE 26 DE JUNHO DE 1979, que disciplina a profissão de Geógrafo e dá outras providências, e no Decreto nº 85.138, de 15 de setembro de 1980, que regulamenta a Lei nº 6.664, de 26 de junho de 1979, que disciplina a profissão de Geógrafo, e dá outras providências. Como se lê a seguir:

  • É da competência do Geógrafo o exercício das seguintes atividades e funções a cargo da União, dos Estados, dos Territórios e dos Municípios, das entidades autárquicas ou de economia mista e particular:
    • I - reconhecimentos, levantamentos, estudos e pesquisas de caráter físico-geográfico, biogeográfico, antropogeográfico e geoeconômico e as realizadas nos campos gerais e especiais da Geografia, que se fizerem necessárias:
      • a) na delimitação e caracterização de regiões e sub-regiões geográficas naturais e zonas geoeconômicas, para fins de planejamento e organização físico-espacial;
      • b) no equacionamento e solução, em escala nacional, regional ou local, de problemas atinentes aos recursos naturais do País;
      • c) na interpretação das condições hidrológicas das bacias fluviais;
      • d) no zoneamento geo-humano, com vistas aos planejamentos geral e regional;
      • e) na pesquisa de mercado e intercâmbio comercial em escala regional e inter-regional;
      • f) na caracterização ecológica e etológica da paisagem geográfica e problemas conexos;
      • g) na política de povoamento, migração interna, imigração e colonização de regiões novas ou de revalorização de regiões de velho povoamento;
      • h) no estudo físico-cultural dos setores geoeconômicos destinado ao planejamento da produção;
      • i) na estruturação ou reestruturação dos sistemas de circulação;
      • j) no estudo e planejamento das bases físicas e geoeconômicas dos núcleos urbanos e rurais;
      • l) no aproveitamento, desenvolvimento e preservação dos recursos naturais;
      • m) no levantamento e mapeamento destinados à solução dos problemas regionais;
      • n) na divisão administrativa da União, dos Estados, dos Territórios e dos Municípios;
    • II - a organização de congressos, comissões, seminários, simpósios e outros tipos de reuniões, destinados ao estudo e à divulgação da Geografia.

A meu ver melhorou bastante, pois voltamos a nos basear em nossa legislação profissional. Não que a Resolução anterior não fosse baseada na Lei, mas agora o texto publicado na nova Resolução segue extamente o disposto em nossa Legislação profissional, deixando bastante claras as nossas atribuições profissionais.

Referência: Confea - Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. 'via Blog this'

quarta-feira, outubro 09, 2013

[#VIDEO] Como Fazer Mapa de Localização #ArcMap #ArcGIS

Vídeo desenvolvido pelo professor Marcos Pellegrina, mostrando como elaborar um mapa de localização no ArcMap. Fundamental quando da apresentação do projeto, sendo parte do layout de mapas.
 
 

Fonte: GeografandoBlog. Como fazer Mapa de Localização. Acesso em: 09.10.2013.